27 de março de 2017 Estudo mostra que minorias raciais têm frequentado mais os cinemas nos EUA

A safra de filmes de 2016 que tiveram destaque no Oscar deste ano mostrou que Hollywood repensou o debate sobre diversidade após a controvérsia das edições de 2015 e 2016,quando, por dois anos consecutivos, apenas atores brancos foram indicados nas quatro categorias de atuação.

images2Já em 2017, quatro das nove produções indicadas ao Oscar de melhor filme retratavam protagonistas não-brancos, incluindo “Moonlight: Sob a Luz do Luar”, que venceu a estatueta mais cobiçada da premiação tornando-se o primeiro filme com elenco exclusivamente de negros, e que não trata da escravidão, a ganhar o Oscar de melhor filme.

Um estudo encomendado pela Motion Picture Association of America (MPAA), órgão que conta com os principais estúdios de Hollywood, provou que afro-americanos e asiáticos-americanos passaram a frequentar mais os cinemas nos Estados Unidos em 2016, o que pode ter relação com uma maior representatividade nas telonas.

O número de negros que foram aos cinemas quase dobrou nos EUA em 2016 em relação aos números do ano anterior, chegando a 5.6 milhões de espectadores frequentes. Já o número de espectadores frequentes asiáticos subiu de 3.2 milhões em 2015 para 3.9 milhões em 2016. Em seu levantamento, o MPAA considerou como “espectadores frequentes” apenas as pessoas que foram aos cinemas uma ou mais vezes por mês.

Quando se trata de assiduidade nos cinemas, ambos os grupos superam, enquanto frequentadores de cinemas, a sua proporção populacional nos EUA. Afro-americanos foram 15% dos espectadores frequentes em 2016 e representam 12% da população do país. Já os descendentes de asiáticos correspondem a 8% da população estadunidense, mas representam 11% do público de cinema. Entre as minorias étnicas dos EUA, apenas os hispânicos demonstraram um interesse levemente menor no que era apresentado nas salas de cinema em 2016.

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